O outubro ficou ROSA de vez no CRECI/DF, pela primeira vez
nos últimos 15 anos, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região
está sobre os comandos de uma mulher.
Amanda de Almeida Nereu é funcionária de carreira do CRECI/DF há nove anos e pela primeira vez assume o cargo de SUPERINTENDENTE do Conselho.
Amanda Nereu fica no cargo interinamente até volta do atual ocupante do cargo, Clovis Martins Lima Filho, marcado para a próxima semana.
É com grande pesar que o CRECI/DF informa o falecimento da Sra. MARTINHA FRANCISCO CONCEIÇÃO SILVA, mãe da Corretora de Imóveis, Conselheira e Diretora de Eventos do CRECI/DF (Gestão 2019-2021), Zulene Ferreira.
O velório será realizado amanhã, dia 19 de outubro às 10 horas na Capela 01 do Cemitério Campo da Esperança, Asa Sul, o sepultamento está previsto para as 15h, no mesmo local.
Para quem pensa que o mercado imobiliário está em crise e corretor de imóveis é uma carreira com os dias contados, os resultados de uma pesquisa realizada pela empresa Sodexo podem mudar essa percepção. De acordo com os dados levantados no segundo trimestre deste ano, os corretores são os profissionais mais satisfeitos com o trabalho.
O monitoramento mede o índice de qualidade de vida no trabalho (IQVT), que vai de 0 a 10 e reflete a percepção dos brasileiros com relação às experiências de trabalho.
A média de satisfação dos trabalhadores brasileiros foi de 6,31 pontos. Já quando avaliado por profissão, das categorias participantes, os corretores de imóveis foram os que tiveram o maior índice, com 7,70 pontos, seguidos por estagiários (7,17 pontos), profissionais da presidência, diretoria ou gerência (7,09 pontos) e os da área de coordenação ou supervisão (6,40 pontos).
Há um ano, no entanto, a percepção dos corretores de imóveis era outra. De acordo com mesma pesquisa realizada em 2018, eles eram os profissionais mais insatisfeitos do mercados, com apenas 3 pontos de IQVT.
Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-BA), Samuel Prado, essa virada está relacionada a dois fatores: a melhoria do mercado e no reconhecimento do profissional perante a sociedade.
“O mercado tem reagido e o profissional tem ganhado mais credibilidade. Sentimos isso quando percebemos que, a cada dois meses, chegam de 130 a 140 novos profissionais e cerca de 20 corretores reativam sua carteira junto ao Creci”, revela Prado.
Fatores que influenciam
Para o vice-presidente de marketing da Sodexo, Fernando Cosenza, esses são os fatores que mais influenciam na percepção do profissional brasileiro. Mas, além da perspectiva de crescimento e do reconhecimento, na pesquisa também são avaliados, pelos entrevistados, o acesso a recursos que facilitam o ofício, o impacto do trabalho na saúde e bem-estar dele, o ambiente físico onde acontece a atividade e a interação social.
Corretora há nove anos, Joelma Fróes é uma dessas profissionais satisfeitas com o trabalho. Apesar de acreditar que nem sempre o mercado colabora com as vendas, ela acredita que a satisfação está atrelada à sua dedicação.
“É um trabalho árduo. É preciso estar disposto e abdicar de muita coisa. Caso contrário, não vende. Mas, no final, é muito gratificante”, conta.
Cosenza, no entanto, explica que as percepções são individuais. “Profissionais que trabalham no mesmo lugar, com a mesma função, podem ter percepções diferentes”. Isso justifica a visão diferente que tem o também corretor Vergílio Araújo. No ofício há quase dois anos, a insatisfação dele é tamanha que recorreu a outro trabalho. Hoje ele concilia a função de consultor de vendas com a de corretor autônomo.
Para Virgílio, as maiores dificuldades são o elevado investimento mensal necessário e a incerteza das vendas. Aliado a isso tudo, o corretor ainda sente a falta de reconhecimento por parte dos clientes.
“Já foi uma profissão muito marginalizada. Muitos trabalhavam sem carteira, davam golpes. Isso acabou ficando na cabeça dos clientes e eles estão sempre desconfiando”, afirma o corretor.
Nisso, Joelma e Virgílio concordam. A corretora, que trabalha em uma imobiliária, até sente-se valorizada pela empresa. Ela conta que os bons desempenhos são sempre comemorados e recompensados com almoços, viagens e outros brindes. Sobre a comissão, Joelma também não tem do que reclamar. “Quem trabalha muito pode ganhar até o que alguns médicos ganham”. Mas, com relação aos clientes, a percepção não é tão boa.
“Eles não enxergam o trabalho que tem por trás daquilo tudo. São cinco a seis clientes por dia e três ou quatro visitas para a venda. Mas o normal é vender um ou dois imóveis por mês. Há um investimento nisso tudo. E o cliente ainda quer barganhar a comissão que ganhamos”, revela Joelma.
Apesar das diferentes percepções, Cosenza defende que o índice deve ser visto, pelos empregadores do setor, como uma oportunidade. “Esse índice mostra que é um bom momento para se conectar com os profissionais e recombinar metas e objetivos, pois eles estão dispostos”.
O Sindicato dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Sindimóveis/DF) com apoio do CRECI/DF realizará no próximo dia 22 de outubro, no auditório do CRECI/DF, a palestra “Cuidados na contratação do seguro fiança e incêndio para locação“.
DIA 22 DE OUTUBRO, AS 19H NO AUDITÓRIO DO CRECI/DF
Conteúdo:
Cuidados que o Corretor deve ter ao contratar os seguros fiança e incêndio para locação de imóveis. Coberturas especificas do seguro incêndio para cada perfil de imóvel (vendaval, quebra de vidros, inundação, danos por terceiros, danos elétricos, etc). Previsão da renovação do seguro fiança no contrato de locação para renovações. Como o seguro incêndio facilita a administração da locação. Problemas mais comuns da locação relacionados ao seguro fiança e incêndio.
Palestrante:
Mediador:
DOAÇÃO:
Contribua com a Campanha CRECI/DF Solidário, com a doação de um (01) produto de limpeza ou (01) quilo de alimento não perecível. As doações serão destinadas à Creche Alecrin, localizada na Quadra 01 Conjunto 04 da Cidade Estrutural. A doação é voluntária.
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A sequência de cortes na taxa básica de juros (Selic) e a redução dos juros cobrados pelos bancos para o financiamento da casa própria deixaram a portabilidade do crédito imobiliário mais atraente para o brasileiro – e têm feito aumentar o número de pedidos da modalidade. Ao transferir a dívida para outro banco, o consumidor pode conseguir reduzir o valor das parcelas, melhorar as condições do empréstimo e economizar dinheiro.
Dados do Banco Central mostram que os pedidos de portabilidade efetivados em 2019 cresceram 102% em relação ao ano passado. De janeiro a agosto, foram 1.605 efetivações de financiamentos imobiliários, totalizando R$ 608,2 milhões, contra 794 nos 9 primeiros meses de 2018, que somaram R$ 335,8 milhões.
Em agosto (último dado disponível), o número de pedidos saltou para 1.761, ante 764 em julho.
Os números de portabilidade de financiamento imobiliário neste ano já superam também o total registrado em 2018, quando foi verificado um aumento de 453% nos pedidos em relação ao ano anterior. Veja gráfico abaixo:
Portabilidade de crédito imobiliário — Foto: Arte G1
Apesar do aumento do interesse pela troca de banco do financiamento, os números ainda são bem tímidos em relação ao potencial e em comparação aos pedidos de portabilidade feitos em outras modalidades de crédito.
Para efeitos de comparação, somente em agosto foram 26,4 mil unidades habitacionais financiadas no país com recursos das cadernetas de poupança, segundo dados da Abecip, atingindo um valor de R$ 6,71 bilhões em agosto. No acumulado no ano, o valor já chega a R$ 47,1 bilhões, envolvendo 180,5 mil unidades.
Segundo estudo divulgado no começo do ano pelo Banco Central, o crédito imobiliário representa apenas 0,1% do total de pedidos de pedidos de portabilidade no sistema bancário e 2,1% do valor total portado. Em relação às novas concessões de crédito imobiliário, a troca de banco nesse tipo de financiamento representou em 2018 menos de 1% do total.
“Em virtude do perfil da dívida (de longo prazo e alto valor), a portabilidade pode resultar em maior economia, seja com a transferência do crédito, seja com a renegociação com o credor original”, destaca o BC.
Evolução da portabilidade de crédito imobiliário — Foto: Economia G1
Analistas ouvidos pelo G1 avaliam que o momento nunca foi tão favorável para tentar reduzir a taxa do financiamento, sobretudo nos empréstimos de valores mais altos e com contratos assinados entre 2015 e 2017, quando os juros médios ficaram acima de 10%.
“Com a queda da Selic, o mercado e crédito está começando a andar e na linha de crédito imobiliário estamos finalmente vendo bancos entrando em um cenário de concorrência e começando a brigar por taxas”, afirma Rafael Sasso, cofundador da Taxa Melhor, startup que ajuda a comparar os juros cobrados pelos bancos.
Nas últimas semanas, os principais bancos do país anunciaram novas reduções nas taxas de juros para a compra da casa própria, para uma faixa a partir de 7,3% ao ano + TR.
Desde o ano passado, os juros cobrados pelos maiores bancos nas principais linhas de financiamento da casa própria têm se mantido bem próximos, diante de uma maior disputa entre as instituições financeiras e sinais de recuperação do mercado imobiliário.
Segundo dados do BC, os juros médios de mercado cobrados pelos bancos para financiamento imobiliário foram de 8,9% ao ano em agosto (último dado disponível), ante 9,5% ao ano no final do ano passado e 11% no final de 2017.
Veja abaixo o comparativo das taxas mínimas dos maiores bancos nas principais linhas de crédito imobiliário:
Comparativo de juros para financiamento de imóveis
Banco
Sistema Financeiro Habitacional (SFH)
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) – carta de crédito
pró-cotista FGTS
limite do financiamento
Caixa (modalidades tradicionais)
a partir de 7,5% ao ano + TR
a partir de 7,5% ao ano + TR
entre 8,76% e 9,01% ao ano + TR
até 80% do valor para imóveis novos e 70% do valor para usados
Caixa (linha nova, atualizada pela inflação)
a partir de 2,95% + IPCA
a partir de 2,95% + IPCA
não opera
até 80% do valor o imóvel
Banco do Brasil
a partir de 7,4% ao ano + TR
a partir de 7,4% ao ano + TR (na carteira habitacional hipotecária)
9% ao ano + TR (disponível para imóveis novos e usados)
até 80% do valor do imóvel novo ou usado
Itaú Unibanco
a partir de 7,45% ao ano + TR
a partir de 7,45% ao ano + TR
não opera
até 82% do valor do imóvel (tanto para novos como usados)
Bradesco
a partir de 7,30% ao ano + TR
a partir de 7,30% ao ano + TR (na carteira habitacional hipotecária)
não opera
até 80% do valor do imóvel novo ou usado
Santander
a partir de 7,99% ao ano + TR
a partir de 7,99% ao ano + TR
a partir de 7,59% +TR (apenas para imóveis novos)
Até 80% do valor do imóvel (tanto para novos como usados)
Fonte: Levantamento G1 junto aos bancos
Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que, para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira. O valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor, também costumam influenciar diretamente os juros cobrados pelos bancos.
Simulações de economia com portabilidade
Simulações feitas pela Melhor Taxa, startup que ajuda a comparar os juros cobrados pelos bancos, mostra que é possível obter com a portabilidade uma boa redução no valor da parcela. Ao conseguir baixar, por exemplo, a taxa de juros de 9,76% para 7,30% ao ano em uma dívida de R$ 300 mil, a economia total ao longo do contrato chegaria a quase R$ 100 mil. Veja abaixo os exemplos:
Exemplo 1: empréstimo de R$ 100 mil, com taxa atual de 11,24% ao ano
Valor do imóvel: R$ 125 mil
Valor da 1ª parcela (01/02/2017): R$ 1.224,94
Valor da parcela atual: R$ 1.143,97
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 866,46
Economia na parcela: R$ 358,49
Economia total no contrato: R$ 47.709,48
Exemplo 2: empréstimo de R$ 300 mil, com taxa atual de 9,76% ao ano
Valor do imóvel: R$ 500 mil
Valor da 1ª parcela (01/01/2018): R$ 3.320,62
Valor da parcela atual: R$ 3.179,61
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 2.638,06
Economia na parcela: R$ 682,56
Economia total no contrato: R$ 98.900,77
Exemplo 3: empréstimo de R$ 500 mil, com taxa atual de 10,77% ao ano
Valor do imóvel: R$ 625 mil
Valor da 1ª parcela (01/03/2016): R$ 5.846,76
Valor da parcela atual: R$ 5.335,45
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 4.147,82
Economia na parcela: R$ 1.698,94
Economia total no contrato: R$ 196.714,63
Exemplo 4: empréstimo de R$ 750 mil, com taxa atual de 11,24% ao ano
Valor do imóvel: R$ 950 mil
Valor da 1ª parcela (01/02/2017): R$ 9.083,46
Valor da parcela atual: R$ 8.471,05
Taxa após portabilidade: 7,30%
Valor da parcela após portabilidade: R$ 6.389,52
Economia na parcela: R$ 2.693,94
Economia total no contrato: R$ 364.804,77
Como avaliar se vale a pena
A transferência de um empréstimo de um banco para outra é um direito garantido e regulamentado pelo Banco Central.
“Quase sempre vale a pena a portabilidade. É importante analisar, porém, todos os custos envolvidos e verificar se haverá uma economia real. Além da taxa de juros, o custo efetivo da nova operação, custos com a manutenção da nova conta, e as tarifas cobradas pelo banco e pelo cartório de registro de imóveis”, explica a consultora Daniele Akamine, diretora da Akamines Negócios Imobiliários.
O desembolso com tarifas de avaliação de imóvel e gastos com cartório em uma portabilidade desse tipo costuma ficar ao redor de R$ 4 mil.
Bancos costumam fazer contraproposta para segurar cliente
Embora a portabilidade seja mais fácil de ser efetivada para as dívidas de valores mais altos e contratadas quando a Selic estava acima de 10%, esse mecanismo é também uma ótima oportunidade de tentar uma renegociação com o banco.
Os números do Banco Central indicam que as instituições financeiras costumam fazer contrapropostas para evitar que o cliente transfira o empréstimo para outro banco. Do total de pedidos de portabilidade de crédito imobiliário feitos neste ano, apenas 27% foram efetivados.
“Existe sim uma politica de retenção do cliente, para que esse permaneça no banco e não faça a portabilidade”, afirma Akamine.
“O fato de buscar outras propostas força o banco a eventualmente dar uma proposta melhor para o cliente ficar”, avalia Sasso, da Melhor Taxa. Segundo ele, alguns bancos cobrem 95% dos pedidos, enquanto outros costumam cobrir apenas os pedidos de clientes dos segmentos mais altos de renda.
“Alguns bancos estão evitando fazer a portabilidade, outros colocam empecilhos no processo e outros estão incentivando, tentando fazer mais rápido que os processos de crédito imobiliário tradicionais”, afirma o executivo.Evolução do crédito imobiliárioEm bilhões de R$, em linhas financiadas com recursos da caderneta de poupança. Fonte: Abecip
Como fazer a portabilidade
O primeiro passo é pedir para o banco que concedeu o empréstimo as informações atualizadas sobre o saldo devedor e condições contratadas. O prazo para o banco entregar as informações é de 1 dia útil. Daí é só levar para outro banco e dizer que deseja transferir sua dívida por juros mais baixos.
Ao encontrar uma condição mais favorável na concorrência e formalizar o pedido de portabilidade, a instituição financeira tem 5 dias para fazer uma contraproposta ao cliente. Mas caso você não goste da nova proposta, o banco é obrigado a aceitar o pedido de portabilidade. Vale lembrar também que o banco para o qual você quer migrar também não é obrigado a aceitar seu pedido.
“A portabilidade de crédito depende da negociação de um novo empréstimo ou financiamento com outra instituição financeira. Assim, como ocorre em qualquer contrato de operação de crédito, deve haver interesse de ambas as partes na realização da operação. Dessa forma, as instituições financeiras não são obrigadas a realizar a portabilidade”, explica o Banco Central, que oferece uma sessão de perguntas e respostas em sua página na internet.
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